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UST. Direto do México.
hoje 30 de julho de 2010.
Começaram as baterias open masculino, o mar esta assim como nos outros dias a sorte é pegar a série, não tem jeito!
A próxima chamada é as 16h, mas mesmo assim vou ficar esperto pq eles mudam a qualquer hora...
Amanhã pode não haver competição, estão anunciando q uma "tormenta "se aproxima.
Pessoal... essa minha bateria foi mediocre, usei o mesmo joguinho que uso nas competições do Brasil..
Somando pontos para passar a bateria, sai da agua me achando um inutil, a galera grita muito quando vem uma manobra de explosão, a próxima fase não vou fazer essa soma, vou me divertir e só voar!!! Passando ou não vamos fazer o público delirar..!!!!!
grande abraço a todos..!!
fiquem com algumas fotos..!!
UST. Direto do México.
Hoje 29/07/2010 a competição iniciou com as meninas e com o drop knee. O check in foi as 6:30, e assim como no brasil estava só eu lá. As baterias começaram às 8h. As ondas não estavam com aquela formação típica de Puerto Escondido, estavam variando entre 3 a 5 pés e não proporcionou o espetáculos que estávamos esperando.
A tarde as ondas reagiram mas como o vento não era o, Terral, os tubos ainda não estão dando o espetáculo, é o que esta faltando "en la competencia".
Deixando um pouco de lado a competição, que foi apenas o primeiro dia, vou falar um pouco deste lugar.
o Voo: da cidade do mexico para cá é mais que tranquilo, ouvia falar q a pista era pequena, e realmente é mas os pilotos mexicanos dão um show na hora de pilotar, nada de pousar e fazer você quase engolir a poltrona da frente.
O Lugar: Puerto Escondido é uma cidade pequena, as pessoas são simples, mas uma coisa é ser simples e outra coisa é não ter higiene, o pessoal é muito porco, meus deus como pode?
Um pequeno exemplo, estavamos no super mercado e na sessão da padaria e as guloseimas tomam conta de você, mas quando você começa a reparar são mega moscas mega mosquitos e muito "seres não identificados" saboreando o seu próximo alimento.
Também não posso esquecer de comentar da policia, há essa sim o bicho pega, não ouse beber na rua e tão pouco urinar em local publico. Dá medo de ver eles passando, 8 soldados com fusil na mão encima duma camionete e te olhando com cara do tipo; mato e jogo o teu corpo em qualquer valo gringo otário.
Consegui com muito custo fazer uma foto de um dos policias no evento zicatela-pro é só conferir.
O calor é intenso abafado o dia todo, às 6h da manha já esta 28 graus.. e a água é mais quente que fora, você não consegue se refrescar.
Ondas: Pessoal nao peguei nenhum swell acima de 6 pés entao falo mais nos próximos posts, a onda é forte, vou fazer 2 comparativos, ela é muito parecida com a onda da praia do Silveira o conhecido Tyson na região de Garopaba em Santa Catarina.
Um comparativo entre Puerto com 5 pés e Fernando de Noronha com 5 pés , estou com saudades da cacimba do padre, a onda de noronha é mais técnica e tem q ter maior ousadia.
bom para finalizar, puerto escondido não esta mais nem um pouco escondido, aquele morro q viamos com 2 casas ou 3, hoje esta tomado por hoteis e casas de veraneio.
E o crownd?
esse é intenso, não atrapalhando ninguem esta tranquilo, mas prepara p ficar 2 horas dentro dagua e conseguir pegar 6 ondas, um tédio.
Curling no Sportv ?!Por que não Bodyboarding !!!

Ontem ao assistir o sportv fiquei espantado com uma propaganda sobre a programação do canal que anunciava a transmissão ao vivo do mundial de curling.
Isso mesmo: curling!
Nada contra o curling, que é um esporte extremamente tradicional onde o inverno é muito severo como Canadá, Estados Unidos e em boa parte da Europa.
Todo mundo tem o direito de praticar o esporte que bem entender, mas transmitir vários jogos de um esporte que não deve ter mil praticantes em todo o Brasil é brincadeira.
Chega a ser engraçado, é mais menos como se transmitissem um campeonato mundial de frescobol (que é um esporte irado e tem tudo a ver como o Brasil) ao vivo para a Noruega.
O mais incrível é que toda a programação depende de anúncios, você já imaginou alguém do comercial do canal campeão chegando em um anunciante e oferecendo um espaço no mundial curling. Puxa o cara tem que ser muito bom pra vender isto. E pelo jeito é mesmo, por que o mundial de curling está na grade e com anunciantes.
Aí é que chego no ponto crucial, se é possível vender o curling, para várias trasmissões ao vivo no maior canal de esportes do Brasil, por que não fazer o mesmo como bodyboarding?
O sportv seguidamente apresenta matérias relativas ao bodyboarding nos programas Zona de impacto e Zonews. Mas nada que se compare a uma transmissão ao vivo.
O produto existe, no caso o circuito mundial da IBA, com certeza o interesse do público seria muito maior, sem falar que o bodyboarding do Brasil é sempre protagonista o que ajudaria a arrecadar mais anunciantes e assinantes.
Parabéns ao praticantes do Curling por terem a oportunidade de assistirem seus ídolos ao vivo, mas bem que o sportv poderia dedicar mais espaço para o bodyboarding para ser ainda mais o canal campeão.
Fernando Tôrres
Fernando@bodyboard.com.br
O que você gostaria de ver no sportv: Curling ou Bodyboarding? Comente!
Prancha Mágica - Parte I

Duas coisas em nosso esporte fazem nossos instintos mais básicos aparecerem: A PRANCHA E A ONDA.
Hoje vou falar da prancha: Tenho 37 anos, 24 de bodyboarding, fui competidor entre 1987-2003 e já tive mais ou menos umas cinqüentas pranchas.
Em média fico um ano com cada uma, geralmente tenho mais de uma em uso.(no momento são três).
Pode parecer estranho, mas com cada uma delas tive uma experiência, parecido com os relacionamentos que temos durante a vida.
Durante algum tempo ficava folhando as revistas americanas de bodyboarding da época e via que a maioria dos caras usavam a mach 7-7, mesmos o brasileiros de ponta usavam aquela prancha. Que ao contrário da 7-7 nacional vinha somente em uma combinação de cor: Deck amarelo, bordas pretas e fundo laranja (Obs: até existiu um modelo muito raro com o fundo preto).
Durante muito tempo fui alimentando meu desejo de ter uma prancha daquelas, até por que era a prancha que o Mike Stewart usava e naquela época ele já era ídolo.
Lembro-me muito bem da minha primeira Mach 7-7 importada, comprada por minha mãe nos EUA em 1988. Mandei tantas recomendações sobre a prancha que quase enlouqueci todo mundo. E pior, parece que a viagem da minha mãe demorou um século. A prancha chegou em um quinta-feira que antecedia o feriado de páscoa. Chegou toda embrulhada em um papel pardo que foi imediatamente rasgado.
O prazer e satisfação de ver aquela prancha amarela com fundo laranja e bordas preta, ali novinha na minha frente foi praticamente o êxtase. Como todas as pranchas gringas da época a minha 7-7 veio sem o furo(as nacionais vinham furadas bem no meio).
Como sempre via nas revistas, que a maioria dos caras usavam o copinho deslocado para direita, eu achava o máximo aquilo, mas todas as pranchas que eu tivera até então vinham com aquele maldito furo no meio.
E então, chegou o tão temido momento de furar a minha prancha novinha. Me senti um adolescente no momento da primeira vez, na realidade eu era um adolescente e era a primeira vez que furava uma prancha. A situação era igual a perda da virgindade, eu tinha algumas parcas informações de alguns amigos de como fazer, tinha a prancha, tinha as ferramentas mas não tinha a mínima noção de como fazer.
Depois de muita excitação tudo aconteceu naturalmente. He he he.
No dia seguinte a estréia não poderia ser melhor, um mar clássico e sensação de ter a melhor prancha do mundo. Ela me acompanhou por um bom tempo, venceu muitos campeonatos e estava comigo quando quase morri afogado no Morro das Pedras em um mar gigante. Foi aposentada por invalidez no verão de 1989 de forma trágica. Em um mar com menos de ½ metro ao errar um rolo a prancha embicou na volta trancou o bico na areia meu corpo bateu com toda a força na rabeta e com o peso dobrou a prancha no meio fazendo uma séria de estrias no deck. Além disto raspei o rosto no chão e me cortei todo na areia. Sai da água com o rosto todo sangrando e chorando, não por causa da dor mas por que tinha perdido minha prancha.
Esta prancha ficou um tempo parada na garagem da minha casa e simplesmente desapareceu, todos acham que ela foi roubada, eu tenho a opinião que ela não agüentou me ver com outras pranchas e fugiu. Esta foi minha primeira prancha mágica.
Morey Boogie – Mach 7-7 – Ano: 1988
Características: Como todas as pranchas do final dos anos noventa tinha o bico bem pequeno e rabeta muito larga.
Bico tinha: + ou – uns 22 cm.
A rabeta era a swalow square – que hoje chamam de crescent – e muito larga, somente um pouco menor que o wide-point que ficava bem no meio da prancha.
Tamanho 41’5’’
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